

Infãncia Perdida
É noite fria de invérno
Estou na varanda e olho a rua Vejo um ser nú Descendo a rua escura Sem rumo e sem eira Sozinho comendo poeira Farinha queria cheirar Só coisa fina Um bando de meninas Paradas na esquina Esperando a hora certa Para então poder cheirar A maldita cocaina Começa cheirando suave Pensando que a domina Embrenha-se por caminhos tortuosos Acabam os sonhos das meninas Cedo ela se transforma mulher Embora ela mesma não quer Sendo criança sem esperança Já traz no ventre prematuro Sem futuro. uma criança Começou com a cocaina A inocente menina Fumou até maconha Conheceu o Tal do Crak Foi apresentada a Heroina Esta é a sina das meninas Perdidas nas oficinas do baque Que injetou nas proprias veias O veneno que mata os fracos.
Alberto Gonçalves
Enviado por Alberto Gonçalves em 16/08/2010
Alterado em 17/08/2010 |