

Deixei-te ir,Deixei-te ir, num adeus silenciado, Para que vivas teu sonho almejado. Meus versos cessam, meu canto se cala, Não mais te afogo em palavra que fala.
Meus sonhos, anseios, desejos que tive, Metas impossíveis, que o tempo revive Em tua consciência, talvez, um dia, Lembre-te de mim, na melancolia.
Fui o amor que em teu peito desprezaste, A verdade que em vão tu ignoraste. Mas há em minhas palavras um rastro, Gravado em teu ser, num eterno arrasto.
Teu coração, outrora um mar profundo, Hoje é gelo, perdido neste mundo De glórias e lutas, de falso abraço, Onde a alma se esfria, sem ter um espaço.
Venceste, sim, em teu ímpeto forte, Mas a vida em ti encontrou a morte. Fria te fizeste, em busca de um pódio, E o amor verdadeiro, o mais nobre episódio, Jamais soubeste, em teu ser, acolher, Como eu te amei, sem jamais te esquecer. Alberto Gonçalves
Enviado por Alberto Gonçalves em 12/11/2025
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