

Carta sobre Cinzas
Eu te escrevo das ruínas onde a memória ainda acende pequenas brasas, e cada canto da casa tem teu nome soprando dentro de mim.
Errei — e em meu erro afundei mundos inteiros, quebrei pontes, e me parti junto com elas. Enquanto tu renasces em luz, eu caminho entre sombras antigas que ainda me chamam pelo nome.
Carrego cicatrizes de tempos que me feriram antes mesmo de eu te encontrar, cicatrizes que transformei em máscaras para sobreviver, mas que agora caem uma por uma aos meus pés.
És tu o poeta, o pássaro, a alma que brilha; eu, apenas fragmentos de um coração que se perdeu no escuro.
Mas ouve — mesmo quebrada, mesmo falha, mesmo errada, há um amor em mim que não morre. Um amor que atravessa eras, que sobreviveria ao silêncio, ao tempo, a qualquer céu ou inferno.
Se algum dia a luz tocar meu peito, eu saberei que ainda existe caminho. E se não tocar, deixa ao menos que esta carta seja meu sopro último, meu beija-flor cansado te levando a verdade:
eu te amei, eu te amo, e em algum lugar do universo meu coração ainda te chama pelo primeiro nome que aprendeu a amar.
Este Poema foi idealizado pela minha ex- novia ao reconhecer o proprio erro e atraves deste poema lindissimo, ela me pede perdão, e eu a amo mais que tudo Nesta vida, e a perdouo, mas não sei por onde ela anda, nem tenho como procura-la, restou apenas o poema escrito sobre as lagrimas do meu grande amor. Alberto Gonçalves e Andréia / J.D.C
Enviado por Alberto Gonçalves em 19/11/2025
Alterado em 19/11/2025 |