

As Formas invisiveis da traição
Trair não é só tocar outro corpo, nem trocar juras clandestinas. Trair começa no silêncio torto, nas conversas escondidas, nos sorrisos que o amor não conhece.
É gostar da rua quando o outro espera, é preferir a balada ao abraço, é abrir portas secretas e deixar o coração do lado de fora.
Trair é viver duas vidas dentro de um mesmo nome, é guardar no celular um mundo que não cabe na verdade que se diz.
É desmontar, pouco a pouco, a confiança que sustentava o “nós”.
Porque relacionar é ser claro, é dividir alma, tempo e intenção. Quando falta transparência, até o que é belo se perde.
E quando o amor é traído, não sobra apenas tristeza — sobra um incêndio interno, uma raiva que não é ódio, é luto: luto pela promessa quebrada, pelo futuro que se dissolveu, pelo sonho que morreu sem aviso.
O coração, então, tenta preservar o que resta, como quem guarda uma memória num vidro, como quem precisa isolar a dor para não deixar que ela estrague o que ainda existe de si.
E assim, o amor traído aprende: nem sempre o pior golpe vem da carne, às vezes vem da alma que deixou de ser inteira.
"Nem sempre a traição é fisica" neste caso em especifico o Autor não fala de traicão carnal...
Alberto Gonçalves
Enviado por Alberto Gonçalves em 25/11/2025
Alterado em 25/11/2025 |