Allbert Gonçalves

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Textos


As Formas invisiveis da traição

 

Trair não é só tocar outro corpo,

nem trocar juras clandestinas.

Trair começa no silêncio torto,

nas conversas escondidas,

nos sorrisos que o amor não conhece.

 

É gostar da rua quando o outro espera,

é preferir a balada ao abraço,

é abrir portas secretas

e deixar o coração do lado de fora.

 

Trair é viver duas vidas

dentro de um mesmo nome,

é guardar no celular um mundo

que não cabe na verdade que se diz.

 

É desmontar, pouco a pouco,

a confiança que sustentava o “nós”.

 

Porque relacionar é ser claro,

é dividir alma, tempo e intenção.

Quando falta transparência,

até o que é belo se perde.

 

E quando o amor é traído,

não sobra apenas tristeza —

sobra um incêndio interno,

uma raiva que não é ódio,

é luto:

luto pela promessa quebrada,

pelo futuro que se dissolveu,

pelo sonho que morreu sem aviso.

 

O coração, então, tenta preservar o que resta,

como quem guarda uma memória num vidro,

como quem precisa isolar a dor

para não deixar que ela

estrague o que ainda existe de si.

 

E assim, o amor traído aprende:

nem sempre o pior golpe vem da carne,

às vezes vem da alma

que deixou de ser inteira.

 

 

 

"Nem sempre a traição é fisica" neste caso em especifico

o Autor não fala de traicão carnal... 

 

 

 

Alberto Gonçalves
Enviado por Alberto Gonçalves em 25/11/2025
Alterado em 25/11/2025

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