

Lembranças
Eu só queria ficar ao teu lado, guardar tua mão na minha Como quem segura um destino, mas o tempo foi breve, A vida foi dura, e nem um verão inteiro pude viver ao teu lado Agora o outono se aproxima, trazendo com ele o vento de inverno
O aviso de uma tempestade intensa, um frio que não perdoa. É... o inverno já à porta, que nasce de uma ilusão que eu insisti em amar. Meu coração — velho, cansado — não encontra calor algum. Teu silêncio virou neve, tuas palavras que faltaram viraram noites longas demais.
A doçura do teu olhar, que antes me erguia, hoje apenas cintila como um brilho perdido no escuro. Nada mais resta que me alegre, Nada me devolve o que você levou.
Passo os dias remando em tristezas, sem pedir socorro, sabendo que teu adeus, foi porta fechada, caminho sem volta. E por mais que eu lute, não há vitória a conquistar: tu não voltarás. O destino já carimbou o fim.
Neste inverno profundo, não encontro mais teu rastro, Não ouço mais teu nome, resta apenas lembranças — linda, intocada, como um raio de luz preso em gelo. E, mesmo assim, na força gélida desse tempo, teu rosto ainda me visita, como pensamentos involuntário, Como último respiro, de um amor congelado que insiste em me fazer sonhar.
Hoje completo 65 anos anos, e recebi como presento esta linda inspiração que dedico a esta mulher a qual nos ultimos três anos tenho escrito os mais diversos e variados textos, de amor, lagrimas e sorrisos.
Alberto Gonçalves Alberto Gonçalves
Enviado por Alberto Gonçalves em 18/12/2025
Alterado em 18/12/2025 |